InícioGlossário › Trigger (Gatilho)
Glossário

O que é Trigger (Gatilho)?

Trigger (ou gatilho) é o evento que dispara o início de uma automação. Sem trigger, nada acontece. Pode ser a chegada de um email, o preenchimento de um formulário, um horário específico ou uma mudança de status num sistema. Todo workflow de automação começa com exatamente um trigger.

Tipos de trigger mais comuns

Os triggers se dividem em quatro categorias principais. Entender a diferença entre eles é o primeiro passo para montar um fluxo que funciona de forma confiável.

Cada ferramenta de automação (n8n, Make, Zapier, Power Automate) nomeia os triggers de forma diferente, mas as categorias são universais.

Tipo de TriggerComo funcionaExemplo prático
Evento de appDetecta ação em outro sistema via webhook ou pollingNovo lead no CRM → inicia cadência de email
Agendado (Schedule)Executa o workflow em horário ou intervalo fixoTodo dia às 8h → gera relatório de vendas
WebhookRecebe chamada HTTP de sistema externoPagamento aprovado no Stripe → emite nota fiscal
ManualInicia quando alguém clica em 'executar'Útil para testes ou processos pontuais

Trigger vs. ação: qual é a diferença?

O trigger é o evento que inicia o fluxo. A ação é o que o fluxo faz em resposta. Um workflow tem exatamente um trigger (o ponto de partida) e pode ter uma ou várias ações encadeadas.

Exemplo: Trigger = 'formulário preenchido no site'. Ação 1 = criar contato no CRM. Ação 2 = enviar email de boas-vindas. Ação 3 = notificar vendedor no Slack. O trigger disparou uma vez e gerou três ações em sequência.

Webhook vs. polling: como o trigger detecta o evento

Webhook é o método mais eficiente: o sistema externo avisa o workflow no momento em que o evento acontece, como uma notificação push. Sem atraso, sem custo de verificação repetida.

Polling é quando o workflow fica perguntando ao sistema externo 'tem algo novo?' em intervalos regulares (a cada 5, 15 ou 60 minutos). Mais simples de configurar, mas pode ter atraso e consome mais execuções. Para fluxos que precisam de resposta em tempo real (como confirmação de pagamento), webhook é obrigatório.

Perguntas frequentes

Um workflow pode ter mais de um trigger?
Em ferramentas como n8n, é possível usar múltiplos triggers no início de um workflow com o nó 'Merge' para combinar fontes diferentes. No Make e Zapier, cada Zap ou Scenario tem um único trigger. Para múltiplas fontes, você cria múltiplos workflows que executam as mesmas ações, ou usa um webhook central que recebe eventos de várias origens.
O que acontece se o trigger falhar?
Depende da ferramenta e do tipo de trigger. Para webhooks, se o workflow não estava ativo quando o evento chegou, o evento é perdido (a menos que o sistema remetente tenha retry). Para triggers de polling, a próxima execução do agendamento pega os registros novos acumulados. Plataformas como n8n cloud e Make têm log de execuções que mostra o que falhou e quando.
Como testar um trigger sem esperar o evento real acontecer?
Tanto n8n quanto Make têm botão de 'testar trigger' que busca eventos recentes do sistema conectado para usar como dados de teste. Para webhooks, você pode usar ferramentas como webhook.site para inspecionar o payload antes de conectar ao workflow real. O trigger manual ('executar agora') também serve para testar ações sem depender do evento real.
Trigger agendado e trigger de evento podem coexistir?
Sim, mas em workflows separados. Um workflow pode rodar todo dia às 8h (trigger agendado) para gerar um relatório, enquanto outro workflow fica ativo esperando um webhook de pagamento (trigger de evento). Os dois coexistem na mesma ferramenta sem conflito — são fluxos independentes com triggers distintos.

Termos relacionados

← Ver glossário completo