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Como enviar e-mails automáticos com Make e Gmail (passo a passo 2026)

Atualizado em 2026-07-27 · por Redação Automação Hoje
Pessoa montando cenário no Make para enviar e-mails automáticos pelo Gmail no notebook
Resposta rápida: Para enviar e-mails automáticos com Make e Gmail, você cria um cenário no Make, define um gatilho (novo formulário, nova linha na planilha, agendamento), conecta sua conta Gmail via OAuth e adiciona o módulo "Send an Email". No corpo do e-mail, use variáveis do passo anterior para personalizar cada envio. Roda sozinho, sem código.
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Em resumo
  • O módulo "Send an Email" do Gmail no Make dispara o e-mail; o gatilho define quando isso acontece.
  • A conexão é feita por OAuth: você autoriza o Make na sua conta Google uma única vez.
  • Variáveis do passo anterior (nome, e-mail, valor) personalizam cada mensagem automaticamente.
  • O Gmail limita envios a 500/dia na conta gratuita e 2.000/dia no Workspace, em janela móvel de 24h.
  • Desde 27/08/2025 o Make cobra por créditos: o plano gratuito dá 1.000 créditos/mês.
  1. Crie o cenário e escolha o gatilho

    No painel do Make, clique em "Create a new scenario". O primeiro módulo é sempre o gatilho — o evento que dá início à automação. Os mais comuns para e-mail são: nova resposta no Google Forms, nova linha no Google Sheets, um webhook de formulário do seu site ou um agendamento fixo (ex.: todo dia às 8h). Escolha o que corresponde ao seu caso e conecte a fonte de dados.

  2. Adicione o módulo Gmail "Send an Email"

    Clique no sinal de mais para adicionar o próximo módulo, busque por "Gmail" e selecione a ação "Send an Email". É esse módulo que realmente dispara a mensagem. Ele aparece ligado ao gatilho por uma linha — é essa sequência que o Make executa a cada rodada.

  3. Conecte sua conta Gmail via OAuth

    Na primeira vez, o Make pede para criar uma conexão. Clique em "Add", faça login na sua conta Google e autorize o acesso. Isso usa OAuth, ou seja, você não digita sua senha no Make — o Google devolve um token seguro. Uma conexão só precisa ser feita uma vez e pode ser reutilizada em outros cenários.

  4. Monte o e-mail com variáveis

    Preencha os campos To, Subject e Content. Em vez de digitar um endereço fixo, clique no campo e escolha as variáveis que vêm do passo anterior — por exemplo, o e-mail e o nome que a pessoa preencheu no formulário. Assim, cada disparo sai personalizado: "Olá, {{nome}}" vira "Olá, Marina" na prática. Você pode escrever o corpo em texto simples ou HTML.

  5. Teste com "Run once"

    Antes de ligar de vez, clique em "Run once" e dispare o gatilho manualmente (envie um formulário de teste, por exemplo). O Make mostra bolhas com o número de operações em cada módulo e você confere na sua caixa de saída se o e-mail chegou certo. Corrija variáveis quebradas ou campos vazios aqui, com calma.

  6. Agende e ative o cenário

    Defina o intervalo em "Scheduling" (no plano gratuito o mínimo costuma ser de 15 minutos; no Core, 1 minuto) ou deixe em modo imediato para webhooks. Ligue a chave "ON" no canto inferior. A partir daí o cenário roda sozinho, consumindo créditos a cada execução.

"Send an Email" ou "Watch Emails"? Não confunda os dois

O Gmail no Make tem módulos de ação e de gatilho, e trocar um pelo outro é o erro mais comum de quem começa. "Send an Email" é uma ação: ele manda a mensagem. "Watch Emails" é um gatilho: ele fica observando a caixa de entrada e inicia o cenário quando um novo e-mail chega.

Se o seu objetivo é enviar (confirmação de cadastro, aviso de pedido, resumo diário), você quer "Send an Email" depois de um gatilho. Se o objetivo é reagir a e-mails que chegam — como registrar cada comprovante numa planilha — aí sim você começa com "Watch Emails". Vale lembrar de um detalhe técnico: o "Watch Emails" processa no máximo 500 mensagens por ciclo, então em caixas muito movimentadas convém filtrar por rótulo.

Créditos do Make: o que mudou em 2025

Até agosto de 2025, o Make contava "operações". Desde 27 de agosto de 2025, a plataforma passou a cobrar por créditos, e recursos de IA podem consumir créditos de forma diferente de um módulo comum. Na prática, cada vez que o módulo "Send an Email" roda, ele gasta crédito.

O plano gratuito entrega 1.000 créditos por mês, o que dá para testar e rodar automações leves. O Core, a cerca de US$ 9/mês, sobe para 10.000 créditos e libera o intervalo mínimo de 1 minuto. Se você faz poucos envios por dia, o gratuito segura bem; quando o volume cresce, o Core costuma sair mais barato por envio do que concorrentes.

Como não cair no bloqueio do Gmail

O gargalo raramente é o Make — é o Google. Uma conta Gmail gratuita permite cerca de 500 envios por dia; no Google Workspace, o teto sobe para 2.000. E o limite não zera à meia-noite: ele funciona numa janela móvel de 24 horas. Se você mandar 400 e-mails às 14h de terça, esses 400 só voltam a liberar às 14h de quarta.

Para automações de marketing em massa, o Gmail não é o canal certo — o risco de bloqueio e de cair em spam é alto. Ele brilha em e-mails transacionais e de baixo volume: confirmações, avisos internos, respostas personalizadas. Para disparos grandes, o caminho é integrar o Make a um serviço de e-mail dedicado.

Perguntas frequentes

Preciso saber programar para automatizar e-mails no Make?
Não. O Make é uma ferramenta no-code: você arrasta módulos e conecta com cliques. As variáveis que personalizam o e-mail são escolhidas de uma lista, sem escrever código. Saber um pouco de HTML ajuda só se você quiser um layout mais elaborado no corpo da mensagem.
Quanto custa enviar e-mails automáticos com Make e Gmail?
O plano gratuito do Make dá 1.000 créditos por mês e o Gmail não cobra pelos envios dentro do limite diário. Para volumes maiores ou intervalo de 1 minuto, o plano Core custa cerca de US$ 9/mês com 10.000 créditos. Cada envio consome um crédito do Make.
Quantos e-mails posso enviar por dia pelo Gmail?
Uma conta Gmail gratuita permite cerca de 500 envios por dia; no Google Workspace, o limite sobe para 2.000. O Google usa uma janela móvel de 24 horas, então os envios só voltam a liberar 24h depois de terem sido feitos, não à meia-noite.
O e-mail automático vai cair na caixa de spam?
Se for baixo volume e conteúdo transacional (confirmações, avisos), o risco é baixo, porque sai da sua própria conta Gmail com boa reputação. Para disparos em massa, o risco cresce muito — nesse caso, use um serviço de e-mail dedicado em vez do Gmail.

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