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Make webhook: como configurar passo a passo (guia 2026)

Atualizado em 2026-07-20 · por Redação Automação Hoje
Profissional configurando um webhook no Make no notebook, tela do editor de cenários visível
Resposta rápida: Para configurar um webhook no Make, crie um cenário, adicione o módulo Custom webhook e salve para gerar uma URL HTTPS única. Cole essa URL no app de origem, dispare um evento de teste para o Make determinar a estrutura de dados e, por fim, ligue o cenário. Sem o cenário ativo, nenhum dado é recebido.
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Em resumo
  • O módulo Custom webhook gera uma URL HTTPS única — é o endereço que o app de origem vai chamar.
  • Você precisa enviar um payload de teste para o Make ler os campos ("Determine data structure").
  • A proteção mínima é a API Key, enviada pelo app de origem no cabeçalho X-Make-ApiKey.
  • O cenário precisa estar LIGADO para captar chamadas — webhook em cenário desligado só enfileira até o limite.
  1. Crie o cenário e adicione o módulo Custom webhook

    No editor de cenários do Make, clique no ícone de mais (+), pesquise por "Webhooks" e escolha o gatilho Custom webhook. Ele é o ponto de entrada: fica sempre como primeiro módulo do fluxo, porque é ele quem "escuta" as chamadas externas.

  2. Gere a URL única

    Clique em Add, dê um nome descritivo ao webhook (algo como "pedido-recebido" ou "lead-formulario") e salve. O Make cria na hora uma URL HTTPS exclusiva, no formato https://hook.[região].make.com/xxxxxxxx. Copie essa URL — é ela que o outro sistema vai chamar.

  3. Cole a URL no app de origem

    Vá até as configurações de webhook da ferramenta que vai disparar o evento (um formulário, um gateway de pagamento, um CRM, o WooCommerce) e cole ali a URL do Make no campo de "webhook URL" ou "URL de notificação". Salve do lado de lá também.

  4. Dispare um evento de teste para determinar a estrutura de dados

    Com o Make aguardando (ele mostra "Determine data structure" / "Successfully determined"), gere um evento real no app de origem: envie o formulário, faça um pedido de teste. O Make lê esse primeiro payload e monta automaticamente os campos (bundle) que você vai usar nos módulos seguintes. Se a estrutura mudar depois, use "Re-determine data structure" e mande outro exemplo.

  5. Proteja o webhook com uma API Key

    Na configuração do módulo, clique em Add API Key, dê um nome ao chaveiro e gere a chave. A partir daí, o app de origem precisa mandar essa chave no cabeçalho HTTP X-Make-ApiKey em toda chamada. Sem isso, qualquer pessoa com a URL consegue disparar seu cenário — a URL sozinha não é segredo suficiente para dados sensíveis.

  6. Ligue o cenário e monitore

    Ative o cenário no botão de liga/desliga (canto superior direito). Só com ele ligado o Make processa as chamadas em tempo real. Depois, acompanhe o histórico de execuções para confirmar que os dados estão chegando e sendo mapeados como você espera.

O que é o webhook no Make e quando usar

Webhook é o jeito de um sistema avisar o outro "aconteceu algo agora" sem que ninguém precise ficar perguntando de tempos em tempos. No Make, o módulo Custom webhook é esse ouvido: ele te dá uma URL e fica esperando alguém bater nela. Quando a chamada chega, o cenário roda na hora.

É a diferença entre um gatilho instantâneo e o polling — aquele agendamento que checa uma fonte a cada X minutos. Se você precisa de reação imediata (um pedido pago, um lead que acabou de preencher o formulário), webhook é o caminho. Se quer entender o conceito por trás disso antes de pôr a mão na massa, vale ler o explicador sobre o que é um webhook.

Cuidado com a fila: o erro "Queue is full"

Esse é o detalhe que a maioria dos tutoriais pula. O Make aceita por padrão cerca de 30 webhooks por segundo e mantém uma fila com tamanho padrão de 50 chamadas aguardando processamento. Quando essa fila enche — normalmente porque o cenário está desligado, com erro ou lento demais para dar conta do volume —, o Make passa a responder com HTTP 400 e a mensagem "Queue is full", e as chamadas seguintes são descartadas.

Na prática, isso significa duas coisas. Primeiro: mantenha o cenário ligado e saudável, porque webhook empilhando em cenário parado é receita de perder dados. Segundo: se você espera picos de volume (uma campanha, uma Black Friday no e-commerce), teste antes e considere simplificar o cenário do webhook para ele só receber e repassar rápido, deixando o processamento pesado para outro fluxo.

AspectoComportamento padrão no Make
Vazão aceita~30 webhooks por segundo
Tamanho da fila50 chamadas em espera
Fila cheiaResponde HTTP 400 "Queue is full"
Cenário desligadoChamadas enfileiram até o limite e depois são recusadas
Proteção recomendadaAPI Key no cabeçalho X-Make-ApiKey

Erros comuns de quem está começando

O deslize número um é esquecer de ligar o cenário e achar que o webhook "não funciona". Ele funciona — só está enfileirando sem processar. O número dois é montar todo o fluxo antes de enviar o payload de teste; sem esse primeiro exemplo, o Make não conhece os campos e você fica sem nada para mapear nos próximos módulos.

O terceiro é tratar a URL como se fosse pública inofensiva. Ela é um endereço executável: quem tiver o link dispara seu cenário e consome suas operações. Por isso a API Key existe. E, por fim, muita gente confunde webhook com o gatilho agendado — se ficou a dúvida, o explicador sobre trigger e gatilho ajuda a separar as duas coisas.

Perguntas frequentes

Preciso de plano pago para usar webhook no Make?
Não. O módulo Custom webhook está disponível inclusive no plano gratuito do Make. A limitação do plano free fica no número de operações mensais e no intervalo mínimo de execução, não no acesso ao webhook em si. Para volumes maiores, os planos pagos liberam mais operações.
Qual a diferença entre webhook e o gatilho agendado (polling)?
O webhook é instantâneo: o app externo chama a URL no momento em que o evento acontece. O polling é o Make checando uma fonte de tempos em tempos (a cada 15 minutos, por exemplo). Webhook reage na hora e gasta menos operações à toa; polling só percebe a mudança na próxima checagem.
O que fazer quando aparece o erro "Queue is full"?
Verifique se o cenário está ligado e sem erros — fila cheia quase sempre é sintoma de cenário parado ou lento. Simplifique o fluxo do webhook para ele só receber e repassar rápido, e mova o processamento pesado para outro cenário. Em picos previstos, teste o volume antes.
Como testar se meu webhook está recebendo os dados?
Deixe o Make no modo "Determine data structure" e dispare um evento real no app de origem. Se a estrutura for detectada, os campos aparecem. Com o cenário ligado, cada chamada gera uma execução no histórico — é ali que você confirma o que chegou e como foi mapeado.

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