Make cobra por operação, n8n por execução: qual sai mais barato em 2026
- Make: 1 operação por passo executado. Um cenário de 6 passos rodando 1.000 vezes gasta ~6.000 operações.
- n8n: 1 execução por fluxo, com quantos nós você quiser. As mesmas 1.000 rodadas contam como 1.000 execuções.
- Agentes de IA amplificam a conta do Make, porque cada chamada de LLM e cada ferramenta vira mais operações.
- n8n self-hosted (Community) não tem taxa de plataforma: você paga só o servidor.
- Regra prática: fluxo curto e esporádico favorece Make; fluxo longo, denso ou com IA favorece n8n.
A diferença que muda a fatura: operação x execução
As duas ferramentas fazem a mesma coisa — conectam apps e automatizam tarefas — mas contam o uso de jeitos opostos, e é aí que a fatura muda de figura.
No Make, a unidade de cobrança é a operação (rebatizada de "crédito" em 2026). Cada passo que o cenário executa vale uma: o gatilho conta, o filtro conta, cada ação conta. Um cenário com seis módulos que roda uma vez consome seis operações.
No n8n, a unidade é a execução. Você dispara o fluxo, ele passa por 6, 20 ou 50 nós, e isso ainda é uma execução só. O número de passos não entra na conta — só quantas vezes o fluxo rodou.
A matemática que a maioria dos guias pula
Vamos ao caso que separa os dois. Imagine um fluxo de seis passos — recebe um lead, valida o e-mail, consulta uma planilha, formata os dados, grava no CRM e dispara uma notificação — rodando 1.000 vezes no mês.
No Make, são 6 passos × 1.000 rodadas = 6.000 operações. No n8n, são 1.000 execuções. Mesmo trabalho, contagem seis vezes maior de um lado.
| Cenário (1.000 rodadas/mês) | Passos por rodada | Make (operações) | n8n (execuções) |
|---|---|---|---|
| Fluxo enxuto | 3 | 3.000 | 1.000 |
| Fluxo médio | 6 | 6.000 | 1.000 |
| Fluxo com agente de IA | 12+ | 12.000+ | 1.000 |
Onde a conta do Make pesa: agentes de IA
É no agente de IA que a diferença sai do papel. Um agente raramente faz uma coisa só: ele chama o modelo, decide, usa uma ferramenta, chama o modelo de novo, busca um contexto, responde. Cada uma dessas etapas é mais um passo — e, no Make, mais uma operação por rodada.
Segundo comparativos publicados em 2026, um fluxo de qualificação com poucos passos fica barato no Make até você plugar a camada de IA; quando entram várias chamadas de LLM por registro, o custo do Make dispara enquanto o do n8n segue igual, porque continua sendo uma execução por registro.
Não é que o Make seja "caro" — ele é caro para esse tipo de carga. Para uma automação curta que roda de vez em quando, o mesmo modelo por operação sai barato.
Os preços em 2026 (e por que comparar direto engana)
Os planos ajudam a dimensionar, mas não dá para comparar preço puro sem olhar a unidade. Todos os valores abaixo são aproximados, variam com câmbio e com a cobrança anual (mais barata), e as duas empresas reajustam de tempos em tempos.
| Plano | Preço aprox./mês | Cota incluída | Unidade |
|---|---|---|---|
| Make Free | US$ 0 | ~1.000 operações | operação (por passo) |
| Make Core | ~US$ 9 | ~10.000 operações | operação (por passo) |
| Make Pro | ~US$ 16–21 | ~10.000 operações + prioridade | operação (por passo) |
| n8n Cloud Starter | ~€ 24 | 2.500 execuções | execução (por fluxo) |
| n8n Cloud Pro | ~€ 60 | 10.000 execuções | execução (por fluxo) |
| n8n Community (self-hosted) | só o servidor | execuções ilimitadas | execução (por fluxo) |
A cota que parece igual não é
Repare: 10.000 no Make são 10.000 passos; 10.000 no n8n são 10.000 fluxos inteiros. Se cada fluxo tem seis passos, os 10.000 do n8n equivalem a 60.000 operações no Make. A cota que parece igual não é.
Vale o lembrete: em 2025/2026 o n8n Cloud tirou os limites de workflows e de usuários — o que move a fatura agora é só o volume de execução. E, no self-hosted Community, não existe taxa de plataforma: você paga o custo do servidor e roda quantas execuções aguentar.
Então qual escolher?
A pergunta certa não é "qual é mais barato", e sim "como é o meu fluxo". Conte os passos e estime a frequência antes de assinar qualquer coisa.
Escolha por perfil de uso:
- Fluxos curtos (2–4 passos) e esporádicos: o Make tende a sair mais barato e é mais rápido de montar visualmente.
- Fluxos longos, com muitos passos por rodada e alto volume: o n8n fica mais previsível pela cobrança por execução.
- Automações com agentes de IA e várias chamadas de LLM: o n8n costuma vencer com folga no custo por rodada.
- Quem topa cuidar de servidor: n8n self-hosted zera a taxa de plataforma, ao custo de manutenção própria.
Perguntas frequentes
O que conta como uma operação no Make?
O n8n conta cada nó do fluxo?
Para agente de IA, qual sai mais em conta?
O n8n é realmente de graça?
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