Make vs Power Automate: qual escolher para automação em 2026
- Preço: Make cobra por volume de operações; Power Automate cobra por usuário ou por bot.
- Power Automate Desktop é gratuito no Windows 10 e 11 para RPA assistido — o Make não faz RPA de tela.
- Make tem 1.800+ integrações e curva mais amigável para quem monta fluxos entre apps SaaS.
- Power Automate compensa dentro do ecossistema Microsoft (SharePoint, Teams, Dynamics, Outlook).
- Para RPA autônomo (sem usuário logado), o Power Automate cobra caro: US$ 150 a US$ 215 por bot/mês.
A diferença que muda tudo: por operação x por usuário
Antes de comparar recurso por recurso, entenda a briga de fundo. O Make e o Power Automate cobram de formas quase opostas, e é isso que decide qual vai sair barato pra você.
O Make trabalha com um orçamento mensal de operações — cada passo executado dentro de um cenário consome uma unidade (em 2026 a Make rebatizou "operações" para "créditos", mas a lógica é a mesma). Se você dispara mil execuções com cinco passos cada, gasta cinco mil. O plano Core começa em torno de US$ 9 a US$ 12/mês com 10.000 operações; o Pro fica na faixa de US$ 16 a US$ 21/mês. Quanto mais fluxo roda, mais você paga.
O Power Automate ignora volume e cobra por pessoa ou por processo. O plano Premium sai por US$ 15 por usuário/mês (no anual) e libera fluxos de nuvem ilimitados, conectores premium e RPA assistido. Ou seja: uma equipe pequena que roda milhões de execuções pode pagar pouco no Power Automate e uma fortuna no Make — e o contrário também é verdade quando são poucos fluxos, mas muitos usuários.
Comparativo lado a lado
A tabela abaixo resume onde cada plataforma pesa mais. Os valores são os praticados em 2026 e mudam conforme câmbio e promoções — trate como referência, não como cotação fechada.
| Critério | Make | Power Automate |
|---|---|---|
| Modelo de cobrança | Por operação/crédito | Por usuário ou por bot |
| Entrada paga | ~US$ 9-12/mês (Core) | US$ 15/usuário/mês (Premium) |
| Plano gratuito | Sim, com limite de operações | Sim — RPA desktop grátis no Windows |
| Integrações | 1.800+ apps SaaS | Forte no ecossistema Microsoft |
| RPA de desktop (tela) | Não faz | Sim (assistido grátis; autônomo US$ 150-215/bot) |
| Melhor cenário | Vários SaaS, fluxos com ramificações | Empresa Microsoft 365 |
Onde o Make ganha
O Make é o construtor visual mais flexível dos dois. O editor de cenários mostra o fluxo como um mapa de bolhas conectadas, e montar ramificações, filtros e roteamentos condicionais é mais intuitivo do que no editor de nuvem da Microsoft.
Se o seu stack é uma colcha de retalhos de ferramentas independentes — CRM aqui, e-mail marketing ali, planilha acolá, um app de notas no meio — o Make cobre praticamente tudo com seus 1.800+ conectores. E o preço por operação costuma sair mais barato quando o volume é moderado e os fluxos são enxutos.
É a escolha natural de agências e times de operações que vivem fora do mundo Microsoft. Se você está começando e quer entender a mecânica antes de decidir, vale ler o nosso tutorial de Make para iniciantes e a explicação do que é uma operação no Make — é o número que define sua conta no fim do mês.
Onde o Power Automate ganha
O trunfo do Power Automate é o RPA de desktop. O Power Automate Desktop vem incluído no Windows 10 e 11 sem custo extra e automatiza cliques, digitação e telas de sistemas legados — inclusive aqueles softwares antigos que não têm API. O Make simplesmente não faz isso; ele conversa via API, não via tela.
O segundo trunfo é a integração nativa com o Microsoft 365. Se a sua empresa já roda SharePoint, Teams, Outlook, Excel Online e Dynamics, os conectores padrão saem inclusos na licença e a automação flui sem gambiarra. É o cenário em que o Power Automate praticamente se paga sozinho.
O porém: RPA autônomo — aquele que roda sem ninguém logado, de madrugada — exige licenças de bot que custam de US$ 150 a US$ 215 por bot/mês. Aí o preço-camarada do Power Automate some. Vale conferir também nosso comparativo entre Power Automate e Zapier, que ajuda a posicionar a ferramenta contra os rivais mais leves.
Como decidir na prática
Corte o papo e responda três perguntas. Primeira: a sua empresa vive dentro do Microsoft 365? Se sim, o Power Automate larga na frente pelo custo dos conectores nativos.
Segunda: você precisa automatizar telas e sistemas sem API (RPA de verdade)? Só o Power Automate faz. Terceira: seu stack é um mosaico de SaaS variados com fluxos cheios de condições? O Make tende a ser mais barato e mais confortável de montar.
- Empresa Microsoft 365 + RPA de desktop → Power Automate.
- Muitos SaaS independentes + fluxos com ramificações → Make.
- Volume gigante de execuções, poucos usuários → cuidado com o custo por operação do Make; simule antes.
- Poucos fluxos, muitos usuários → o modelo por usuário do Power Automate pode pesar; compare.
- Ainda em dúvida entre no-code puro e open-source → veja também o comparativo n8n vs Make.
Perguntas frequentes
Make ou Power Automate: qual é mais barato?
O Power Automate é realmente gratuito?
O Make faz RPA de desktop como o Power Automate?
Qual tem mais integrações?
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